Veículos 100% elétricos

O arquipélago de Fernando de Noronha será primeiro local do Brasil a restringir veículos a combustão. A medida faz parte do Projeto Noronha Carbono Zero, divulgado pela Administração de Fernando de Noronha.

Foi publicado pelo governador Paulo Câmara no no Diário Oficial um decreto que proíbe carros a combustão em Fernando de Noronha a partir de 2022. A medida faz parte do Projeto Noronha Carbono Zero, que quer, gradativamente, extinguir carros que emitem gás carbônico na ilha.

O destino mais cobiçado do Brasil tem assistido a um preocupante aumento de visitantes na ultima década. Nos últimos dois anos, cerca de 100 mil pessoas têm desembarcado em Fernando de Noronha, que fica a 545 quilômetros do Recife. São 13% a mais, aproximadamente, do número proposto no plano de manejo do arquipélago. Para o destino seguir como um dos mais exclusivos e sustentáveis do Brasil, seu futuro depende de ações que precisam ser colocadas em prática no presente. É o caso da lei do Carbono Zero que a partir de 10 de Agosto de 2022, estará proibindo a entrada de qualquer novo veículo que não seja 100% elétrico.

A Comissão de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) realizou uma audiência pública em Fernando de Noronha, discutindo o projeto de Lei 306/2019, do governo do estado, que restringe a entrada na ilha de veículos a combustão, priorizando o uso de veículos 100% elétricos. De acordo com o texto, a partir de 2022 não será mais permitida a entrada de carros com motores flex, a gasolina ou diesel no arquipélago de Noronha. Em 2030, a regra ficará mais rígida e os veículos que emitem gás carbônico na atmosfera serão retirados do local.

Para aqueles que desejarem obter um veículo que esteja de acordo com as especificações ambientais corretas, foi divulgada a quantidade de autorizações ecológicas que serão concedidas para a liberação. Como forma de incentivo ao projeto, a população de Fernando de Noronha também poderá comprar os 100% elétricos da Renault com condições especiais de pagamento oferecidos pela montadora.

Parceira do Projeto, a Renault disponibilizou, através de regime de comodato, 6 veículos 100% elétricos – 3 Zoe, 2 Twizy e 1 Kangoo Z.E. para a Administração da ilha, além de quatro carregadores. Aproveitando a entrega dos veículos, a marca anunciou também condições especiais de compra para moradores do arquipélago interessados em qualquer um dos modelos oferecidos. Além disso, também serão oferecidos carregadores exclusivos, com preços variando entre R$ 5.100 e R$ 8.100.

Modelos disponíveis

O portfólio da Renault conta com três modelos nesta fase inicial:

  • Zoe (R$ 149.990): hatch compacto, líder de vendas entre modelos elétricos no continente europeu, equipado com motor de 92 cv, torque de 22,9 kgfm e autonomia de até 300 km.
  • Kangoo Z.E. (R$ 128.990 a R$ 134.990): furgão de dois ou cinco lugares, líder entre furgões elétricos na Europa, conta com motor de 60 cv e autonomia de até 270 km.
  • Twizy (R$ 82.990): modelo de dois lugares de uso estritamente urbano, com motor de 17 cv de potência e 5,8 kgfm de torque, com velocidade máxima limitada a 85 km/h e autonomia de até 100 km.
Primeiro ecoposto de Noronha: desde 2016, o local é abastecido exclusivamente com energia solar.

Para diminuir o impacto, foi inaugurado o primeiro ecoposto da ilha que, desde 2016, é abastecido, exclusivamente, com energia solar e mantido pela Celpe (Companhia de Eletricidade de Pernambuco). O destino conta também com duas pequenas usinas solares e nove sistemas de geração de energia a partir de painéis fotovoltaicos que será acumulada em baterias tornando possível o abastecimento mesmo em horários que não haja luz do sol.

Com relação à chegada dos carros elétricos o administrativo da ilha já se preocupa com o descarte das baterias que serão usadas nos novos veículos. “São baterias enormes e com vida útil de 10 anos, aproximadamente”.

Outro problema já em analise é a matriz energética a ser utilizada nos futuros veículos, uma vez que, atualmente, a capacidade de geração dessa fonte de energia limpa atenderia apenas 10% do consumo na ilha, de acordo com o setor de comunicação da Celpe.

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