{"id":1095,"date":"2018-01-12T14:52:21","date_gmt":"2018-01-12T16:52:21","guid":{"rendered":"https:\/\/sunergia.com.br\/blog\/?p=1095"},"modified":"2018-01-12T14:52:21","modified_gmt":"2018-01-12T16:52:21","slug":"mercado-fotovoltaico-2018-geracao-distribuida-energia-solar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sunergia.com.br\/blog\/mercado-fotovoltaico-2018-geracao-distribuida-energia-solar\/","title":{"rendered":"Mercado Fotovoltaico 2018.: Gera\u00e7\u00e3o Distribu\u00edda Energia Solar"},"content":{"rendered":"
O Brasil acaba de atingir a marca hist\u00f3rica de 200 MW de pot\u00eancia instalada acumulada em sistemas de microgera\u00e7\u00e3o e minigera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda. A energia solar fotovoltaica representa 75,5% do total, ou 152 MW. Al\u00e9m da solar, h\u00e1 centrais hidrel\u00e9tricas (15,1 MW), usinas t\u00e9rmicas (23,3 MW) e e\u00f3licas (10,2 MW) operando em GD. Segundo dados da Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel), o Brasil possui atualmente 18.501 sistemas na modalidade de gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda.<\/p>\n
O mercado de\u00a0Gera\u00e7\u00e3o Distribu\u00edda\u00a0j\u00e1 comercializou mais de 126 MWp de pot\u00eancia em 2017 (at\u00e9 final de Julho), faturando mais de R$ 725 Milh\u00f5es e que possivelmente superar\u00e1 R$ 1.5 Bilh\u00e3o at\u00e9 o final de 2018.<\/p>\n
Al\u00e9m da queda do pre\u00e7o dos sistemas fotovoltaicos, a efici\u00eancia no processo de integra\u00e7\u00e3o (servi\u00e7os de instala\u00e7\u00e3o, engenharia e conex\u00e3o \u00e0 rede), influenciou bastante para que o mercado acelerasse seu crescimento.<\/p>\n
Quando falamos em\u00a0Gera\u00e7\u00e3o Centralizada, o in\u00edcio das opera\u00e7\u00f5es das primeiras usinas fotovoltaicas contratadas atrav\u00e9s dos leil\u00f5es de 2014 e 2015\u00a0 iniciaram suas opera\u00e7\u00f5es tem ajudado a acelerar o desenvolvimento do setor no Brasil.<\/p>\n
A expectativa \u00e9 que o faturamento do Mercado de Gera\u00e7\u00e3o Centralizada para 2017 supere os R$ 4 Bilh\u00f5es. Al\u00e9m disso,\u00a02018 ser um ano recorde para o mercado fotovoltaico de gera\u00e7\u00e3o centralizada.<\/p>\n
O leil\u00e3o de energia A-4 realizado pelo governo federal (1812\/2017) fechou a contrata\u00e7\u00e3o de 674,5 megawatts em novas usinas de gera\u00e7\u00e3o, com predom\u00ednio dos empreendimentos solares, informou a C\u00e2mara de Comercializa\u00e7\u00e3o de Energia El\u00e9trica (CCEE), respons\u00e1vel pela operacionaliza\u00e7\u00e3o da concorr\u00eancia.<\/p>\n
Houve um des\u00e1gio de 54,65% em rela\u00e7\u00e3o aos pre\u00e7os-teto estabelecidos para a concorr\u00eancia, segundo a CCEE, o que representar\u00e1 uma economia de R$ 6,8 bilh\u00f5es para os consumidores de eletricidade ao longo da dura\u00e7\u00e3o dos contratos.<\/p>\n
A queda nos valores \u00e9 atribu\u00edda principalmente \u00e0 forte concorr\u00eancia entre os investidores para viabilizar seus projetos em um cen\u00e1rio de baixa demanda, diante da atual situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do pa\u00eds.<\/p>\n
“O pre\u00e7o a gente imaginou que fosse desabar, e realmente desabou para as e\u00f3licas e solares”, disse \u00e0 Reuters a diretora da consultoria Thymos Energia, Thais Prandini.<\/p>\n
Dessa forma, a quantidade de usinas contratadas foi baixa perto da m\u00e9dia hist\u00f3rica nessas licita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n
As usinas que venceram a disputa ter\u00e3o at\u00e9 janeiro de 2021 para iniciar a opera\u00e7\u00e3o, e, segundo a consultora, dever\u00e1 haver uma demanda maior em um segundo leil\u00e3o agendado para quarta-feira, o chamado “A-6”, que contratar\u00e1 empreendimentos para gera\u00e7\u00e3o a partir de 2023.<\/p>\n
“O governo priorizou a contrata\u00e7\u00e3o de usinas solares. Sem d\u00favida no pr\u00f3ximo leil\u00e3o as e\u00f3licas v\u00e3o ter maior espa\u00e7o e o leil\u00e3o vai ser maior. A contrata\u00e7\u00e3o foi baixa, mas por causa da demanda das distribuidoras”, afirmou.<\/p>\n
Mostrando-se mais competitivas diante dos pre\u00e7os estipulados pelo governo para fornecimento em quatro anos, as usinas solares fotovoltaicas responderam por 574 megawatts em pot\u00eancia (ou 790,6 megawatts-pico), quase 85% do total contratado.<\/p>\n
Em seguida, vieram as usinas e\u00f3licas, com 64 megawatts, plantas \u00e0 biomassa, com 25 megawatts, e pequenas hidrel\u00e9tricas, com 11,5 megawatts.<\/p>\n
\u201cA gera\u00e7\u00e3o de energia por meio de c\u00e9lulas fotovoltaicas ocorre quando h\u00e1 exposi\u00e7\u00e3o de um material semicondutor dopado, geralmente sil\u00edcio, \u00e0 radia\u00e7\u00e3o solar, ocasionando deslocamento de el\u00e9trons e, portanto, corrente el\u00e9trica\u201d, descreve Nakabayashi. \u201cOs sistemas fotovoltaicos conectados \u00e0 rede s\u00e3o formados por conjuntos de pain\u00e9is fotovoltaicos associados a inversores, os quais realizam a convers\u00e3o de corrente cont\u00ednua para corrente alternada\u201d.<\/p>\n
Atualmente, a matriz el\u00e9trica brasileira \u00e9 hidr\u00e1ulica com complementa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica, mas devido \u00e0 crise instalada no setor, motivada pelo baixo n\u00edvel dos reservat\u00f3rios, as usinas t\u00e9rmicas est\u00e3o plenamente acionadas. \u201cOs sistemas fotovoltaicos utilizam a radia\u00e7\u00e3o solar como insumo, um recurso abundante no Brasil e n\u00e3o poluente\u201d, ressalta o pesquisador. \u201cAl\u00e9m disso, no \u00e2mbito da micro e minigera\u00e7\u00e3o fotovoltaica, h\u00e1 a vantagem de se gerar a energia el\u00e9trica nos centros de consumo, aliviando a carga nos sistemas de transporte de energia e, com isso, reduzindo as perdas no sistema el\u00e9trico\u201d.<\/p>\n
As usinas t\u00e9rmicas, previstas para operar em regime complementar, operam na base da gera\u00e7\u00e3o e o custo da energia gerada por algumas delas pode ultrapassar R$ 1.000,00 por Megawatthora (MWh), enquanto o custo da energia fotovoltaica, na micro e minigera\u00e7\u00e3o, pode chegar a R$ 400,00 por MWh em algumas cidades. \u201cPara usinas fotovoltaicas de grande porte o pre\u00e7o da energia \u00e9 ainda mais barato\u201d, diz Nakabayashi.\u00a0\u201cO pre\u00e7o m\u00e9dio de venda da energia fotovoltaica no Leil\u00e3o de Energia de Reserva (LER) de 2014, \u00a0foi R$ 215,12\/MWh, variando de R$ 200,82 a 220,80\/MWh, uma m\u00e9dia de des\u00e1gio de 17,9% em rela\u00e7\u00e3o ao pre\u00e7o-teto de R$ 262,00\u201d. O LER \u00e9 realizado pelo Minist\u00e9rio das Minas e Energia, por meio da Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (ANEEL) e da\u00a0Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE), para contrata\u00e7\u00e3o de projetos alternativos de gera\u00e7\u00e3o de energia visando o fornecimento para os consumidores brasileiros.<\/p>\n
Produtor-consumidor<\/strong><\/p>\n A Resolu\u00e7\u00e3o Normativa da ANEEL 482\/2012 possibilita que o fluxo de energia deixe de ser unidirecional (concession\u00e1ria-consumidor) e passe a ser bidirecional. \u201cO consumidor passa a ter a op\u00e7\u00e3o de gerar energia para consumo pr\u00f3prio ou para exportar para a rede el\u00e9trica e gerar cr\u00e9ditos em energia para serem consumidos em um per\u00edodo de at\u00e9 60 meses. Neste contexto surge a figura do \u201cprosumidor\u201d, isto \u00e9, o produtor-consumidor\u201d, afirma o pesquisador. \u201cSegundo a mesma resolu\u00e7\u00e3o, a microgera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda \u00e9 feita a partir de centrais geradoras que utilizem fontes com base em energia hidr\u00e1ulica, solar, e\u00f3lica, biomassa ou cogera\u00e7\u00e3o qualificada tenham a pot\u00eancia limitada pelo valor de 100 quilowatts (kW). A minigera\u00e7\u00e3o \u00e9 definida pela pot\u00eancia superior a 100 kW e inferior a 1 Megawatt (MW)\u201d.<\/p>\n No per\u00edodo de 1995 a 2013, as tarifas evolu\u00edram, em m\u00e9dia, a uma taxa acima de 9% ao ano, enquanto o IPCA evolui aproximadamente 6,5% ao ano. \u201cVale lembrar que o reajuste m\u00e9dio das tarifas residenciais de energia el\u00e9trica ficou acima de 20% em 2014 e, em 2015, os reajustes ser\u00e3o acima de 30%, caso a situa\u00e7\u00e3o do setor n\u00e3o melhore. Portanto, \u00e9 prov\u00e1vel que em 2023 a penetra\u00e7\u00e3o da microgera\u00e7\u00e3o seja ainda maior do que a apontada pela EPE\u201d, destaca o pesquisador. \u201cNa pesquisa, caso as tarifas tenham um reajuste anual m\u00e9dio pouco acima de 9% ao longo do horizonte de an\u00e1lise, a microgera\u00e7\u00e3o seria economicamente vi\u00e1vel para as 27 capitais do Brasil, isso sem considerar os reajustes de 2015\u201d.<\/p>\n O sistema solar fotovoltaico se torna\u00a0economicamente vi\u00e1vel, mesmo que o per\u00edodo de retorno ainda se apresente alto, pelo fato de que o custo da energia el\u00e9trica vem aumentando de pre\u00e7o gradativamente. \u00c9 poss\u00edvel se obter uma economia acumulativa, tornando interessante a sua implementa\u00e7\u00e3o, pois diante dos valores pagos a concession\u00e1ria esse valor ser\u00e1 recuperado ao longo de 25 anos (garantia do sistema fotovoltaico).<\/p>\n Quanto maior for o pre\u00e7o que o cliente paga pela energia que consome da concession\u00e1ria, mais atrativo o investimento fotovoltaico se torna.<\/p>\n